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Plantio de baobá marca Dia da Consciência Negra



O plantio de um baobá na entrada do Centro de Formação Tecnológica (CFT) do IFB Campus Planaltina marcou a primeira atividade do ConectaIF 2023. A cerimônia foi alusiva ao Dia da Consciência Negra, considerando ser o baobá uma árvore símbolo de ancestralidade, pois vive cerca de 5 mil anos.


O primeiro a falar sobre a data foi o professor Adeilton Oliveira de Souza, do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi). Ele destacou que o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, não é um dia para se comemorar, mas um dia de luta que precisa ser vivenciado com a força de todos os dias, pois é um desafio ser protagonista em um tempo em que o preconceito ainda está enraizado.


O diretor do campus, professor Nilton Cometti, reforçou a fala destacando que o papel da educação é exatamente mudar a vida das pessoas. E a reitora Veruska Machado leu o poema “Vozes Mulheres”, de Conceição Evaristo, trazendo a memória sobre um olhar decolonial.


A pró-reitora de Extensão e Cultura, professora Diene, conduziu a cerimônia citando o círculo como representação da energia criadora, que, como a natureza, nos ensina sobre força e mudanças. “O poder é sempre do coletivo, e hoje plantamos este baobá representando que ações antirracistas nos levem para um novo tempo melhor”, disse.


Também presente na cerimônia, o artista plástico Sanagê Cardoso contou da alegria de conhecer o espaço do IFB Campus Planaltina e reforçou a palavras de todos sobre a relação racial, da natureza e das artes.


E fechando, o especialista em Baobás, professor André Lúcio Bento, explicou que o Baobá é uma árvore-memória por viver mais de 5 mil anos, testemunhando a História. É também um símbolo sagrado, um local onde os anciãos (griôs) repassam seus conhecimentos para os mais jovens a sua volta e que dela tiram remédio, instrumento musical e recolhem água.


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